AIDS – Guia completo a respeito da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

AIDS – Guia completo a respeito da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

AIDS – Guia completo a respeito da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
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A AIDS é um vírus que pode ser transmitido através do sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Depois que o usuário é infectado, esta doença crônica, atinge o sistema imunológico e pode causar a morte se não for tratada.

Para entender mais sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, causada pelo HIV, acompanhe o texto a seguir.

AIDS

Atualmente, a AIDS é conhecida como Acquired Immune Deficiency Syndrome. Em português a doença é chamada de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Causada pelo HIV, o vírus pode atacar atingindo o sistema imunológico  assim como as células de defesa, e como consequência deixar o organismo vulnerável. Diante disso, este vírus pode causar de resfriado até infecções, como tuberculose ou câncer.

Logo que o indivíduo é diagnosticado com o vírus, ele é chamado de soropositivo. No entanto, através das medicações é possível que ele apresente uma melhor qualidade de vida.

Além disso, o usuário pode ter HIV, porém, não significa que ele tenha AIDS.  Existem diversos soropositivos que vivem por muitos anos e não possuem os sintomas da doença. Entretanto, é possível que ocorra a transmissão do vírus por meio das relações sexuais desprotegidas.

Identificação dos sintomas da AIDS

Depois que o usuário contrai o HIV, os seus sintomas podem demorar a surgir. Neste caso, pode aparecer em até 10 dias, ou seja, a pessoa pode ter o vírus, porém, não ter a AIDS no corpo.

O organismo possui um tempo de 30 a 60 dias depois da infeção, para que sejam produzidos os anticorpos anti-HIV. No início os sintomas parecem com os da gripe, o paciente pode sentir febre e mal estar.

A seguir veja os principais sintomas:

  • Crianças infectadas têm dificuldade de desenvolvimento;
  • Diarréia intensa sem causa;
  • Emagrecimento;
  • Febre alta;
  • Fraqueza;
  • Problemas nos pulmões.

Os sintomas podem ser diferentes conforme a fase, como:

  • Surgir nos gânglios;
  • Sinais nas axilas;
  • Aparecer na virilhas;
  • Sinais no pescoço;
  • Candidíase oral;
  • Diarréia;
  • Dores de cabeça;
  • Estado de prostração;
  • Falta de apetite;
  • Fase sintomática inicial;
  • Febre;
  • Sintomas na boca;
  • Sintomas no esôfago;
  • Sintomas nos órgãos genitais;
  • Fraqueza orgânica;
  • Infecção aguda;
  • Ínguas;
  • manchas na pele;
  • Náuseas e vômitos;
  • O usuário pode perder até 10% do peso;
  • Perda excessiva de peso;
  • Sensação constante de cansaço;
  • Sensibilidade à luz;
  • Sintomas de infecção viral: febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações;
  • Transpirações noturnas;

AIDS para a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Em 1990, a OMS analisou todas as infecções e condições por meio do sistema de estadiamento para pacientes infectados com HIV-1. Em setembro de 2005, houve uma atualização onde mostra que a maior parte é tratável em pessoas saudáveis.  Abaixo conforme OMS, veja os estágios:

  • Estágio I: infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como AIDS.
  • Estágio II: inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes infecções do trato respiratório superior.
  • Estágio III: inclui diarréia crônica inexplicada por mais de um mês, as infecções bacterianas e a tuberculose pulmonar.
  • Estágio IV: inclui a toxoplasmose cerebral, candidíase do esôfago, traquéia, brônquios e pulmões, e o sarcoma de Kaposi, essas doenças são indicadores da AIDS.

Causas da AIDS

Logo que acontece a infecção pelo vírus, o sistema imunológico é afetado. Isto acontece em fases, sendo:

  • Primeira fase (aguda)

Acontece a incubação do HIV e logo inicia a exposição do vírus para dar início ao aparecimento dos sinais. Pode ser de três a seis semanas.

  • Segunda fase (assintomático)

Devido à interação das células de defesa e as mutações, o organismo não fica fraco, mas podem surgir outras doenças. Neste ponto, o vírus pode amadurecer e morrer de forma equilibrada. Nesta fase o tempo pode seguir por muitos anos.

  • Terceira fase (sintomática inicial)

Com o ataque das células de defesa, estas funcionam com menor eficiência. Como consequência, o organismo fica fraco e vulnerável.

Neste período, ocorre a alta redução dos linfócitos T CD4 (glóbulos brancos), e pode chegar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis pode ser de 800 a 1.200 unidades.

Formas de transmissão

A transmissão do vírus pode ocorre por meio de:

  • Mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;

Diante disso, é importante ter relações sexuais protegidas e evitar compartilhamento de seringas contaminadas. O usuário deve se proteger em todos os casos.

Não é meio de transmissão

  • Aperto de mão ou abraço;
  • Assento de ônibus;
  • Banheiro;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Doação de sangue;
  • Masturbação a dois;
  • Pelo ar;
  • Picada de inseto;
  • Piscina;
  • Sabonete/toalha/lençóis;
  • Sexo com camisinha;
  • Suor e lágrima;
  • Talheres/copos;

Diagnóstico do HIV

Ao saber a sorologia positiva para o HIV, permite que o usuário tenha uma expectativa maior de vida, com os testes regulares é possível adquirir também uma maior qualidade de vida.

Em caso de situação de risco, como o sexo sem preservativo ou uso de seringas compartilhadas, faça o teste anti-HIV.

Para ter o diagnóstico, existem testes rápidos na qual conseguem detectar os anticorpos contra o HIV em 30 minutos. Estes testes podem ser feitos no Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública, e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Todos os exames podem ser de forma anônima, inclusive nestes centros, fora a coleta e os testes, possuem aconselhamento. Os usuários também podem saber onde o teste é feito através do Disque Saúde (136).

Os cidadãos também podem fazer o teste por meio da Organização da Sociedade Civil, no âmbito do Programa Viva Melhor Sabendo. Lembrando que a infecção pelo HIV pode ser detectada em 30 dias.

Tratamento para o HIV

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) apareceram em 1980 para conter a multiplicação do vírus no organismo. Com o uso dos mesmos, é possível evitar o enfraquecimento do sistema imunológico.

É indicado o uso regular do ARV para que ocorra o aumento do tempo e qualidade de vida dos usuários. Com a medicação, é possível que pacientes com HIV diminuam as internações e infecções.

Apesar de não matar o vírus, evita o enfraquecimento do sistema imunológico do paciente. Além disso, o coquetel “anti-aids” no Brasil é distribuído gratuitamente desde 1996.

Conforme dados de 2015, cerca de 455 mil pessoas fazem o uso do remédio para o tratamento da doença. Todo este coquetel alguns medicamentos, vejamos os tipos:

Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa

Estes atuam na transcriptase reversa, na qual incorpora na cadeia do DNA. Como consequência, a cadeia fica defeituosa e impede a multiplicação do vírus. São:

  • Abacavir;
  • Didanosina;
  • Estavudina;
  • Lamivudina;
  • Tenofovir;
  • Zidovudina e a combinação Lamivudina/Zidovudina.

Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa

Estes fazem o bloqueio da ação da enzima, assim como a multiplicação do vírus. São:

  • Efavirenz;
  • Etravirina;
  • Nevirapina.

Inibidores de Protease

Através da enzima protease é possível bloquear e impedir a cópia das células que estão infectadas com a HIV. São:

  • Darunavir;
  • Fosamprenavir;
  • Atazanavir;
  • Lopinavir;
  • Ritonavir;
  • Saquinavir;
  • Tipranavir.

Inibidores de fusão

Evita que o vírus entre na célula, fazendo com que não ocorra a reprodução. É usado:

  • Enfuvirtida.

Inibidores da Integrase

Este faz o bloqueio da enzima integrase, na qual tem como responsabilidade a inserção do DNA do HIV ao DNA humano (código genético da célula). Como função inibe a replicação do vírus e a infecção de novas células.

  • Raltegravir.

Para que ocorra o combate do HIV é preciso que pelo menos três antirretrovirais estejam combinados. Assim, dois medicamentos de classes diferentes precisam ser combinados em um comprimido.

Este tratamento é bastante complexo e exige o acompanhamento médico. Através disso é possível ver as adaptações do organismo ao tratamento, inclusive os efeitos colaterais. De qualquer modo, o indicado é manter as recomendações médicas.

Prevenção

Para que não ocorra à transmissão da AIDS, é fundamental usar o preservativo na relação sexual. Vejamos algumas formas de prevenção:

  • Evitar relação com usuário contaminado.
  • Procurar por um médico em caso de suspeita de alguma doença sexual;
  • Não compartilhar seringas;
  • Usar além do preservativo, um espermicida em spray à base de nonoxinol-9 para aumentar a proteção em caso de contato sexual com paciente HIV positivo.
  • Usar camisinha feminina ou masculina durante o sexo.

Referências:

 

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